sábado, 23 de julho de 2011

Exclusiva entrevista com Débora Brum!

Conseguimos uma entrevista com nossa palestrante DÉBORA MEURER BRUM sobre fono empresarial, que ela virá falar na IX SEMAFON, enquanto isso pode sanar algumas dúvidas e aguardar ansiosamente para daqui 2 meses escutá-la pessoalmente!
"Débora Brum, fonoaudióloga formada pelo IPA/RS, mestre em Distúrbios da Comunicação Humana pela UFSM/RS, especialista em Voz pelo CEV/SP e em Audição pelo IPA/RS. Consultora Empresarial na área de Comunicação Humana e Coach formada pela Sociedade Brasileira de Coaching / SP. Fonoaudióloga da TV Record em Porto Alegre. Docente do curso de Especialização em Psicologia Organizacional do Instituto de Desenvolvimento Global – IDG/RS e do curso de Especialização em Psicologia Clínica do Instituto Fernando Pessoa, em 2009 e 2010."

SEMAFON: O que é a Fonoaudiologia Empresarial?
Débora Brum: É uma área recente dentro da fonoaudiologia que tem como principal foco o desenvolvimento da excelência na Comunicação Humana, ou seja, busca o aperfeiçoamento da competência comunicativa dos profissionais que trabalham nas empresas.

S: Que pessoas podem se beneficiar dos serviços da Fonoaudiologia Empresarial?
DB: Atualmente a comunicação tem sido uma habilidade extremamente valorizada e exigida em qualquer área profissional ou cargo dentro da empresa, desde a recepcionista até o presidente da empresa. Para quem trabalha com vendas, atendimento ao público, quem participa de reuniões, faz apresentações de projetos ou produtos, ministra treinamentos, ou quem lidera equipes, precisa se comunicar bem, com clareza, segurança e objetividade. Portanto, qualquer profissional pode se beneficiar com os nossos serviços.

S: Quais são as principais atividades realizadas pela Fonoaudiologia Empresarial?
DB: Nossa atuação é feita por meio de treinamentos, palestras, assessoria, consultoria, avaliações diagnósticas, orientações, workshops...
S: Que peculiaridades/especificidades o trabalho da Fonoaudiologia Empresarial possui em relação a outros atendimentos fonoaudiológicos?
DB: Primeiramente a grande diferença é que nós não atuamos nas empresas com reabilitação ou tratamento, e sim com o aperfeiçoamento da comunicação. É um trabalho que exige uma visão ampla do processo de comunicação, não somente sob o ponto de vista fonoaudiológico, mas também do ponto de vista empresarial. Falar a linguagem do cliente e da empresa, entender as necessidades e demandas de quem nos contrata, manter o foco em resultados e benefícios para o nosso cliente é fundamental para quem trabalha nesta área.

S: Como o fonoaudiólogo deve se preparar para atuar nesta área?
DB: É importante realizar cursos de especialização e aperfeiçoamento na área de Fonoaudiologia Empresarial. Por exemplo, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte existem cursos com profissionais bastante experientes nesta área.  Além disso, é necessário também buscar conhecimentos em outras áreas, como marketing, gestão de pessoas, liderança, vendas, negociação, etc.

S: A Fonoaudiologia Empresarial é uma área que está em expansão, certo? Quais são as perspectivas para o futuro?
DB: São muito boas. O profissional que estiver bem preparado e capacitado certamente vai ter êxito nesta área.
Comissão 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fono confirmada para mesa redonda de Oncologia

Nair Katia Nemr confirmou sua presença na IX SEMAFON para participar da mesa redonda, cujo tema é Oncologia devido à sua área de atuação enfaizar voz, câncer de cabeça e pescoço e metodologia cietífica.
Confira um pouco da sua formação e atuação: Graduação em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1984), Especialização em Administração Hospitalar, Mestrado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo. Possui larga experiência em Fononcologia, Administração Hospitalar e Metodologia Científica. Foi Editora Científica da Revista CEFAC - Atualização Científica em Fonoaudiologia. Atualmente é professor assistente doutor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; professora do CEFAC- Saúde e Educação, responsável pelo Programa de Comissões Hospitalares da Coordenadoria de Serviços de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. É Parecerista Consultivo dos seguintes periódicos: Revista CEFAC e Revista Pró-Fono.

Comissão 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Otorrino confirmado!

Confirmado para participar da IX SEMAFON, o Dr. Gilberto Guanaes Simões Formigoni: formado pela Escola Paulista de Medicina em 1981, fez Residência Médica em Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da USP em 1984, onde fez Doutorado em Pediatria.
É membro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e da Academia Americana de Otorrinolaringologia. Atualmente trabalha no Hospital das Clínicas da FMUSP e atende em seu consultório com ênfase em Otorrinolaringologia Geral e Tratamento dos Distúrbios Respiratórios do Sono.

Comissão 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Famosos

Como, vocês leitores sabem, o blog é uma forma de mantê-los atualizados sobre o que vem acontecendo nos bastidores da SEMAFON até que chegue A semana.
E, é com grande felicidade, que informamos que nosso evento vem cada vez mais sendo reconhecido, estamos na homepage do conselho regional de fonoaudiologia: confira aqui!
E continuem se inscrevendo, que até dia 29 de julho os valores ainda são os mesmos!

Comissão 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

INSCRIÇÕES

Oi pessoal apenas para reforçar o aviso de que as inscrições para a IX SEMAFON já estão abertas.
Faça já a sua:
https://www.funcamp.unicamp.br/eventos/semafon2011/

Até lá!

Comissão 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS!

Isso mesmo!
As inscrições para a IX SEMAFON já estão abertas no site www.fcm.unicamp.br/semafon

Período e valor das inscrições:

Até 29 de julho de 2011

Estudante de Graduação da UNICAMP: R$: 30,00
Estudante de Graduação de outras instituições: R$: 50,00
Ex-aluno de graduação de Fonoaudiologia da UNICAMP/ Aprimorandos do CEPRE - UNICAMP: R$: 40,00
Profissional: R$: 80,00

De 30 de julho a 19 de agosto de 2011

Estudante de Graduação da UNICAMP: R$: 45,00
Estudante de Graduação de outras instituições: R$ 70,00
Ex-aluno de graduação de Fonoaudiologia da UNICAMP/ Aprimorandos do CEPRE - UNICAMP: R$ 70,00
Profissional: R$ 100,00

Valores avulsos para todo o período de inscrições
Palestra: R$ 25,00
Oficina: R$ 35,00
Mesa Redonda: 35,00

Não perca tempo e economize fazendo sua inscrição o mais rápido possível!!!
 
Comissão 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Entrevista com Camila Mantovani

A palestrante, Camila Mantovani Domingues, que falará sobre terapia assistida por cães respondeu um questionário sobre essa atuação na fonoaudiologia:

Camila Mantovani é Fonoaudióloga Mestre pela PUC-SP (2008); Sócia-Proprietária da Clínica Decápole (2003/2009), Fonoaudióloga do Núcleo de Apoio á Saúde da Família (NASF) da Atenção Primária á Saúde Santa Marcelina (desde 2009); Autora do livro Fonoaudiologia Assistida por Cães, editora EDUC: 2010. São Paulo.

Semafon: Para que casos a terapia com cães pode ser indicada? (mencionar patologias e faixas etárias de pacientes, por exemplo). Por quê?
Camila Mantovani: A Terapia Assistida por Animais (TAA), no caso com cães, é indicada para pacientes que apresentam motivação no contato com animais. Os fatores decisivos para eleição desta modalidade enquanto recurso terapêutico são o manejo e as condições clínicas do paciente para os objetivos que se deseja alcançar. Assim, todos os casos podem se beneficiar com TAA, de crianças a idosos, patologias de grau leve a severo.

S: Quais são os diferenciais da terapia fonoaudiológica assistida por cães e que benefícios ela pode trazer ao paciente? Por quê? (Cite exemplos).
CM:Noto como característica primeira, o que estamos chamando de despatologização da cena clinica: a ausência de um discurso e corpo marcados pela doença. O ambiente, na TAA, torna-se potencializador para os processos terapêuticos. Para o fonoaudiólogo em particular, que tem a linguagem como objeto de estudo, seja verbal/gestual/escrita, trata-se de um ganho quanti-qualitativo, já que observamos o aumento dos gestos e intenção comunicativa eficientes, da comunicação verbal entre os envolvidos, da afetividade e disposição para terapia.

S: Comente sobre a relação terapeuta-paciente-cão. Como é essa dinâmica? Que características os cães possuem que nos permitem considerá-los como co-terapeutas?
CM: Considerando o cão como co-terapeuta, e esta é uma filiação teórica-prática, as relações terapeuta-paciente(s)-cão assumem diferenciar-se de instrumento e uso. O animal não está á disposição do terapeuta e paciente, mas deve ser considerado em suas expressões comunicativas, o que implica o terapeuta ter conhecimento sobre comportamento canino e preservar o seu bem-estar. Retornando as questões do manejo clínico em TAA, primeiramente, é imprescindível que o cão goste do que está fazendo. Cães co-terapeutas são testados e adaptados as situações clínicas para verificar o seu bem-estar para realização das mesmas. Características como temperamento submisso controlado, adestramento básico e boa socialização são requisitos indispensáveis.

S: Que adaptações no setting fonoaudiológico são necessárias para que seja realizado um trabalho com cães? Por quê?
CM: Em relação à estrutura física ressalto o espaço adequado, inclusive para o cão co-terapeuta se refugiar caso necessite e Kit limpeza (papel higiênico, saquinhos e anti-séptico). Já quando falamos no contrato terapêutico, questões como as condições de participação do cão; alta/separação; desejo de ter um cão e guarda responsável; são centrais e desafiadoras ao terapeuta.

S: Que características o cão devem ter para a realização deste trabalho? (mencionar temperamento e raças mais adequadas). Por quê?
CM: Enfatizo novamente que o cão, primeiramente, deve gostar do que faz; ter temperamento submisso-controlado; realizar acompanhamento veterinário e exames periodicamente, atestando suas condições de saúde; e ser avaliado em relação ao comportamento compatível com as atividades. Atualmente, alguns experimentos são realizados na tentativa de observar o impacto da escolha de raças para determinado público e/ou patologia. Observo clínicamente, corroborando relatos e estudos, por exemplo, a tendência de adolescentes, do sexo masculino, apontarem interesse por cães de grande porte e que expressão, culturalmente, certo grau de agressividade. Em trabalho com grupos de pré-adolescentes, em Unidade Básica de Saúde na periferia da cidade de São Paulo, o desejo ou a guarda de um cão das raças rottweiler ou pitbull é recorrente.

S: Como o cão pode ser treinado para a realização do trabalho com os pacientes fonoaudiológicos? É necessário adestramento especializado ou a própria fonoaudióloga pode treinar o animal?
CM: Inúmeras são as possibilidades. Ressalto que, primeiramente, o terapeuta deve ser “treinado” em conhecimento sobre cães, envolvendo linguagem canina, temperamento e comportamento. Para isso, é necessário recorrer à literatura, profissionais especializados que ministram cursos e/ou aulas com este enfoque. Partindo deste conhecimento, o cão sai da condição de instrumento como realizador de truques, por exemplo, e é considerado como atuante no processo manejado pelo terapeuta. Logo a questão do adestramento se volta a refinar a relação do terapeuta com o cão – estabelecendo liderança, por exemplo, e complementar as necessidades que a terapia vai exigir, ou seja, alguns exercícios serão apreendidos se relacionarem a situação de terapia, nem sempre identificados previamente, mas durante o processo.

S: Qual a formação necessária que o fonoaudiólogo precisa ter para trabalhar com a terapia assistida por animais, especificamente com cães?
CM: Conhecimento sobre Terapia Assistida por Animais (TAA), saúde e comportamento canino, e sobre as motivações para o trabalho com cães.

S: Faça uma breve análise sobre o cenário brasileiro na atualidade em relação à terapia assistida por animais.
CM: No Brasil hoje, a TAA é uma realidade. Encontramos inúmeros trabalhos em diversas partes do país: Organizações não Governamentais (ONGs), grupos de pesquisas em Universidades, profissionais liberais, etc. Entretanto, estamos em um momento de descoberta que exige a reflexão e empenho no aprimoramento desta modalidade terapêutica e o diálogo contínuo entre os envolvidos na produção de conhecimento acerca da TAA. É necessário ampliar a produção nacional entorno do tema para que os profissionais atuantes e futuros encontrem embasamento para prosseguir nesta escolha promissora para o bem-estar e atenção a saúde humana. No campo fonoaudiológico brasileiro, nosso trabalho é pioneiro e já colhe frutos de novos seguidores, como o trabalho da fonoaudióloga mestre Glícia Ribeiro de Oliveira com idosos e TAA.

Para saber mais, venha assistir sua palestra na IX SEMAFON!    

Comissão 2011